Blog do Marcel Rizzo

Medalhistas de ouro do vôlei masculino na Rio-2016 ganharam mais de R$ 3 mi

Marcel Rizzo

Os medalhistas de ouro da seleção brasileira masculina de vôlei dividiram mais de R$ 3 milhões de premiação pela conquista na Rio-2016.

O valor exato de R$ 3.074.023 foi pago pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), e o número consta no balanço financeiro de 2016 da entidade. Não há especificação de como foi feita a divisão, mas a CBV informou que receberam o dinheiro membros da comissão técnica e jogadores que participaram da campanha.

Depois de um começo de Olimpíada ruim, o Brasil comandado por Bernardinho reagiu, e chegou à final, quando bateu a Itália por 3 sets a 0 e ficou com a medalha de ouro, no último dia da Olimpíada, horas antes da cerimônia de encerramento.

No início de 2017, Bernardinho, que comandava a equipe havia mais de 15 anos, anunciou que deixava o comando da seleção masculina – foi substituído por Renan Dal Zotto, como ele medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles.

No vôlei de praia, a dupla masculina medalha de ouro no Rio, Alison e Bruno Schmidt, recebeu, cada um, R$ 200.041,43 de premiação. Já a dupla feminina Ágatha e Bárbara, medalhista de prata, recebeu, cada uma, R$ 26.508,29.

O blog perguntou à CBV se havia valores diferentes, maiores para os homens, nas premiações por conquistas no vôlei na Olimpíada do Rio, e a resposta foi negativa. “Os valores de premiação foram diferenciados em função da colocação, primeiro e segundo. Vale ressaltar que não houve qualquer critério por naipe”, informou a assessoria da entidade.

Os valores foram pagos com dinheiro de patrocinadores, na maior parte, já que a Lei Piva, que destina dinheiro oriundo de loterias às confederações olímpicas, via COB (Comitê Brasileiro Olímpico), limita em R$ 15 mil mensais pagamentos de premiações aos atletas.

Houve também uma premiação paga pelo COB para cada medalhista na Rio-2016, em R$ 35 mil para cada um em esportes individuais (independentemente da cor da medalha), e R$ 17,5 mil para cada atleta medalhista em modalidades coletivas.