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Marcel Rizzo

Lobby tenta aumentar para oito as sedes da Copa América de 2019, no Brasil

Marcel Rizzo

12/02/2018 04h00

Arena Pernambuco (Getty Images)

Foi dado o sinal verde pelo recém criado Comitê Organizador da Copa América de 2019, que será realizada no Brasil, para que se vistorie e avalie as condições dos estádios Arena Castelão, em Fortaleza, e Arena Pernambuco, nos arredores do Recife, que disputam para ser a sétima sede da competição.

Há, porém, um movimento para que Ceará e Pernambuco recebam jogos da competição, que seria realizada então em oito cidades. O principal motivo para isso foi que a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) confirmou que serão 16 seleções participantes — as dez filiadas da América do Sul e mais seis convidadas, que podem ser das Américas do Norte e Central, mas também da Ásia e da Europa.

O principal argumento para que se feche em oito sedes, desde que todas demonstrem capacidade, é que na Copa América do Centenário, realizada em 2016, nos EUA, dez cidades foram usadas para a competição, com distâncias até superiores do que os times teriam que rodar no Brasil – o Brasil, por exemplo, atuou em Pasadena, ao lado de Los Angeles, na costa oeste, e depois voou a Orlando, na costa leste, mais de 4 mil km distante.

Seis cidades têm hoje presença praticamente garantida na Copa América de 2019: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Belo Horizonte. Os estádios e infraestrutura das cidades ainda precisam ser vistoriados, mas as arenas usadas devem ser as da Copa-2014, estádios com uso de cinco a seis anos.

No Rio há uma certa preocupação com o Maracanã, que convive com os problemas em sua concessão e nunca se sabe como estará daqui um ano e quatro meses. Em São Paulo, existe também a possibilidade de dois estádios serem usados: Arena do Corinthians e Allianz Parque. Mineirão, Nacional/Mané Garrincha, Beira-Rio ou Arena do Grêmio (este também não esteve na Copa) e Arena Fonte Nova são as demais opções.

O COL da Copa América terá como principal executivo Rogério Caboclo, que hoje comanda a CBF com a suspensão provisória do presidente Marco Polo Del Nero, investigado por suspeitas de corrupção — ele nega as acusações. Como publicou o site "Globoesporte.com", os ex-jogadores Cafu e Branco farão parte do comitê, que terá ainda o vice da CBF e representante do Brasil na Fifa, Fernando Sarney, e num primeiro momento Antônio Carlos Nunes, presidente interino da CBF.

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

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