Blog do Marcel Rizzo

Patrocinadores fazem ganhar força Libertadores com final em jogo único
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Marcel Rizzo

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) não desistiu de que a final da Libertadores, no futuro, seja disputada em partida única, como ocorre com a decisão da Liga dos Campeões da Europa. E, agora, a confederação tem aliados para o projeto.

Os patrocinadores da competição são favoráveis a um só jogo para definir o campeão. O principal motivo para isso é que, em uma cidade e estádio escolhidos previamente para a finalíssima, seria priorizado um local com estrutura adequada para que os patrocinadores pudessem usar a semana prévia para expor sua marca – a ideia é que o confronto ocorra num final de semana.

Hoje, há cidades e principalmente estádios com estruturas precárias na Libertadores, e o recente equilíbrio de forças na América do Sul fez com que países que anteriormente jamais almejassem a vaga na final chegassem até essa fase – vide, em 2016, o Independiente Del Valle, do Equador.

A exposição da marca em um evento único e com os times chegando na cidade programada com antecedência também seria muito maior do que ocorre hoje, porque atrairia interessados de três mercados – os países dos dois times finalistas, e daquele em que a partida ocorre.

Inicialmente, a Conmebol pensou até em adotar esse sistema para a final em 2017, mas não houve consenso entre os membros do Conselho da entidade, o antigo Comitê Executivo, principalmente porque alguns países reclamaram que poderia ser difícil para que torcedores se deslocassem ao jogo – de fato, o transporte entre os países da América do Sul é bem mais complicado do que entre os países europeus para a final da Liga dos Campeões.

A Conmebol tem a Bridgestone como detentora do naming rights, a marca atrelada ao nome da Libertadores, contrato que termina nesta competição de 2017. A entidade quer usar o atrativo de uma semana de exposição com jogo único em um mercado atraente para valorizar o naming rights do torneio no próximo contrato.

A Bridgestone pagou US$ 57 milhões (R$ 179 milhões, em cotação atual) por cinco anos de contrato, ou seja, US$ 11,4 milhões (R$ 35,8 milhões) por temporada.

Na semana passada, a entidade anunciou que fechou acordo com a cervejaria Amstel como nova patrocinadora da Libertadores até 2020. A ideia é que em 2018 já se faça a final do torneio, que pelo novo calendário é disputada agora ao final do ano, em uma só partida, o que já seria do agrado do novo parceiro.

Os valores do acordo com a Amstel não foram divulgados. 


Mancha criará Conselho para comandar organizada após execução de fundador
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Marcel Rizzo

Após a morte de um de seus fundadores, Moacir Bianchi, executado na madrugada de 2 de março, a Mancha, uniformizada do Palmeiras, pretende tirar o Alvi do nome e voltar a ser apenas Mancha Verde. Para que isso ocorra, a ideia é que a escola de samba e a organizada, que hoje são entes separados, se tornem uma coisa só.

Quadros mais antigos da Mancha pretendem retomar o controle da uniformizada, que pode ter uma renúncia coletiva da atual diretoria. Instrumentos e objetos já foram retirados da sede da organizada, próximo ao estádio do Palmeiras, e levados para a quadra da escola de samba, na Pompéia, zona oeste de São Paulo.

Na nova estrutura, haveria dois presidentes dentro da Mancha, um para a escola de samba, que em 2017 voltou à elite do Carnaval de São Paulo, e outro para o futebol. Paulo Serdan seguiria como o chefe do samba. Para o futebol, num primeiro momento, será criado um Conselho, com cerca de 25 pessoas, integrantes mais antigos que tinham ligações com Bianchi, para tomar as principais decisões na nova estrutura.

Em comunicado enviado aos associados, a “nova” Mancha informou que a diretoria anterior, presidida por Anderson Nigro, o Nando, prometeu renunciar. E foi convocada também uma passeata, neste sábado (11), a partir das 12h, em homenagem a Bianchi. O grupo partirá da Avenida Presidente Wilson, altura do número 3100, próximo onde Moacir Bianchi foi assassinado.

História

Bianchi morreu, aos 48 anos, após levar 22 tiros em uma avenida na zona sul de São Paulo. Horas antes, Moa, como era conhecido, havia participado de uma reunião na sede da torcida, na zona oeste, em que se tentava uma trégua entre grupos rivais dentro da própria torcida. A polícia disse já ter identificado o atirador, segundo o SBT.

Fundada em 1983, a Mancha Verde foi extinta judicialmente em 1995, após uma violenta briga que ocorreu no estádio do Pacaembu, em um jogo de juniores entre Palmeiras e São Paulo. Mais de cem pessoas ficaram feridas e um são-paulino morreu.

A torcida ficou no limbo por quase dois anos, quando se criou uma nova agremiação, a Mancha Alviverde, sem ligação judicial com a anterior, mas com as mesmas lideranças. Nesse meio tempo, nasceu a escola de samba oriunda da uniformizada, que manteve o nome original da torcida, sem o Alvi antes de verde.

A Mancha Alviverde suspendeu suas atividades logo após a divulgação da morte de Bianchi, mas informou, depois, que era temporário. Nenhum membro da atual diretoria foi encontrado para comentar o assunto.


Clube mineiro ‘dono’ de Bruno só tem contrato com ele e mais um jogador
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Marcel Rizzo

Bruno deixou a cadeia, semana passada, com contrato assinado com um time de futebol, só que ganhou somente um companheiro de clube.

O Montes Claros Futebol Clube tem registrado na CBF acordo com apenas dois jogadores: o goleiro de 32 anos, que vale até 27 de fevereiro de 2019, e com um volante chamado Léo Baiano, que tem 24 anos e está emprestado ao Boa Esporte, de Varginha, campeão da Série C em 2016.

O clube não tem um funcionário, não tem sede, que está desativada, e desfez no ano passado projeto de escolinhas de futebol espalhados pelos bairros de Montes Claros, iniciado em 2013. Léo Baiano só é do time ainda porque foi emprestado ao Boa em 2015, quando o Montes Claros ainda funcionava. E por lá ficou.

“Estamos querendo voltar. Queremos ter um time para o segundo semestre”, disse ao blog o presidente do Montes Claros, Ville Mocellin.

Fundado em 1992, o Montes Claros alternou amadorismo com profissionalismo, até que em 2013 voltou de vez à disputa do Campeonato Mineiro, na Segunda Divisão, que no estado na verdade equivale à terceira divisão.  

Conseguiu o acesso para a Módulo II, último estágio antes da elite, mas em 2015 acabou rebaixado para a Segunda Divisão, abrindo mão da disputa em 2016 e praticamente fechando as portas. “Mas não estamos licenciados”, garante Mocellin.

Entrando no site da Federação Mineira de Futebol, entretanto, o Montes Claros inexiste. O clube abriu mão até de disputar os torneios de base, o que o manteria ativo na federação. “Os custos são altos, por isso decidimos não ter a base também”, afirmou Mocellin, que não tem mais ajuda da prefeitura local.

Ativa

Bruno saiu da prisão no dia 24 de fevereiro, graças a liminar dada pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento permitiu que o jogador recorra em liberdade da condenação por sequestro, morte e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, que pouco antes de sua morte, em 2010, havia tido um filho do ex-goleiro do Flamengo.

Condenado a 22 anos e 3 meses de prisão, Bruno deixou a Apac (Associação de Proteção e Assistência a Condenados), na cidade mineira de Santa Luzia, e segundo seus agentes quer voltar a jogar futebol.

Ao UOL Esporte, um de seus empresários, Lúcio Mauro, disse que conseguirá derrubar na Justiça o acordo assinado em 2014 com o Montes Claros porque o jogador nunca recebeu nada do clube. “Esse contrato, na verdade, foi feito lá atrás para ver se liberava o Bruno a trabalhar, e o juiz negou'', acrescentou o agente.

Vocellin disse ao blog que conversou com Bruno no último sábado, por telefone, mas não tratou sobre o contrato. “Ele estava descansando, feliz por ter deixado a prisão”, disse o cartola. Ele espera, ainda, ser ressarcido caso Bruno arrume algum clube para jogar.

Pelo Montes Claros, de fato, isso não vai acontecer.


Valor de Luiz Araújo explode e atacante é avaliado em quase R$ 70 milhões
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Marcel Rizzo

Luiz Araújo comemora gol contra o ABC de Natal (Crédito: Ronny Santos/Folhapress)

O São Paulo recusou, no início do ano, uma proposta de 7 milhões de euros (R$ 23,5 milhões) do Lille, da França, pelo atacante Luiz Araújo, 20 anos.

A decisão hoje é comemorada no clube.

Agentes já procuram o aval são-paulino para fazer a ponte com times interessados no atleta na janela de transferências para meados de 2017 e avaliam que o atleta hoje vale, no mínimo, o mesmo que David Neres, outra revelação são-paulina vendida ao Ajax em janeiro por 15 milhões de euros (R$ 50 milhões).

Há um detalhe, porém, que pode aumentar o valor de mercado de Luiz Araújo: na Europa, a janela entre julho e agosto, antes do início da temporada nos principais mercados do continente, normalmente tem valores maiores do que a de “inverno”, em janeiro. Os clubes investem mais para o início dos torneios do que na metade deles, quando faz apenas ajustes.

Essa informação faz com que Luiz Araújo, se mantiver boas atuações e se firmar como titular de Rogério Ceni, possa chegar na metade do ano valendo mais de 20 milhões de euros (R$ 67 milhões), avaliam agentes.

O São Paulo detém 70% dos direitos econômicos de Luiz Araújo, o restante (30%) é do Mirassol, clube do interior paulista. O contrato dele termina em 1° de junho de 2019, e o São Paulo negocia uma renovação, um aumento salarial e, consequentemente, aumento de multa rescisória.

No ano, o jogador tem cinco gols e cinco assistências em 11 jogos. 


Santos tem a promessa de que Lucas Lima não assina com time do Brasil
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Marcel Rizzo

Lucas Lima deve voltar ao Santos contra o Sporting Cristal (Crédito: Divulgação/Santos)

Não é só a situação do técnico Dorival Júnior que pressiona o presidente do Santos, Modesto Roma Jr. Há também na diretoria os insatisfeitos com Lucas Lima.

O meia tem contrato até dezembro de 2017, e a partir de julho pode assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe, que é o mais provável que aconteça neste momento. As críticas internas são devido ao risco de o Santos perder o meia para um rival brasileiro – o Grêmio, por exemplo, demonstrou interesse.

Existe, porém, um acordo de cavalheiros entre agentes do meia, o próprio jogador e o presidente Modesto, de que Lucas Lima deixará o clube em 2018 apenas para o exterior. Há propostas na mesa do atleta já para a assinatura de pré-contrato de ao menos três times europeus, continente que é a preferência do meia, que já recusou oferta milionária da China. Lucas Lima, no Brasil, daria prioridade para uma renovação com o Santos.

O argumento, porém, não acalma parte da diretoria e Conselho santistas, que avaliam que o clube conduziu mal a situação do meia de 26 anos. Como só detém 10% dos direitos econômicos do atleta, o Santos nunca se esforçou para vendê-lo – e, mesmo com a minoria dos direitos do jogador, se o clube não assinar nenhum negócio é feito. Os críticos acham que deveria ter tido uma renovação antecipada, ou uma venda mesmo para receber valor baixo.

Duas empresas detêm o restante dos direitos econômicos, algo que hoje não é mais permitido pela Fifa, mas que nesse caso ainda é válido porque foi fechado antes de abril de 2015

Lucas Lima está se recuperando de lesão, e deve voltar ao Santos nesta quinta, na estreia do time na Libertadores contra o Sporting Cristal, no Peru. O jogador alternou bons e maus momentos no início desta temporada, mas depois da derrota de 3 a 1 para o São Paulo, dia 16 de fevereiro, pelo Paulista, foi cobrado por torcedores na porta do vestiário da Vila Belmiro.

Se o time for derrotado pelo Sporting Cristal, há no clube quem aposte que o técnico Dorival Junior possa sair, apesar de o presidente aprovar o trabalho do treinador. Como mostrou o UOL Esporte nesta terça, além do nome de Vanderlei Luxemburgo, que tem muitos amigos no clube, outro cotado para uma eventual vaga disponível é Levir Culpi, que está desempregado.


Prêmio da Libertadores é congelado na contramão de aumento na Ásia e África
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Marcel Rizzo

A fase de grupos da Libertadores começa nesta terça-feira (7) e o campeão, daqui a quase nove meses (o torneio agora vai até novembro), receberá premiação igual ao do Atlético Nacional (COL), vencedor em 2016 – US$ 7,75 milhões (R$ 24,1 milhões). O congelamento do dinheiro pago aos clubes vai na contramão do aumento de cotas que campeonatos similares à Libertadores tiveram para 2017 em outros continentes.

África, Ásia e Américas do Norte e Central incrementaram premiações aos participantes. Os valores ainda são inferiores aos pagos pela Conmebol na América do Sul, mas valorizaram torneios que começaram a ganhar patrocinadores e transmissão para TVs fora de seus continentes.

O aumento africano foi o maior. O campeão da Copa dos Campeões da CAF (Confederação Africana de Futebol) nesta temporada receberá US$ 4 milhões (R$ 12,4 milhões), um número 166% maior do que o US$ 1,5 milhão (R$ 4,68 milhões) pago ao vencedor de 2016, o Mamelodi Sundowns, da África do Sul.

Na Ásia, dobrou. O prêmio ao campeão passou de US$ 1,5 milhão para US$ 3 milhões (R$ 9,36 milhões) —o título em 2016 foi do sul-coreano Jeonbuk Hyundai. Na Concacaf, que reúne as federações das Américas do Norte, Central e Caribe, por incrível que pareça não havia pagamento de premiação até 2017, apenas ajuda de custo para transporte e outros gastos.

Agora, haverá distribuição de US$ 1,2 milhão (R$ 3,75 milhões) aos quatro semifinalistas. O campeão receberá US$ 500 mil (R$ 1,56 milhão). É baixo, comparado com os demais continentes, mas ainda melhor do que na Oceania, que paga apenas a ajuda de custo dos gastos para os times participarem do torneio, desvalorizado principalmente depois que a Austrália deixou a OFC (Confederação de Futebol da Oceania) e se mudou para a AFC (Confederação Asiática de Futebol), em 2006.

Todos os números citados acima não chegam perto do que é pago na Europa aos clubes que disputam a tradicional Liga dos Campeões. Somente o campeão, na temporada 2016/2017, embolsará 54,5 milhões de euros, incríveis R$ 180 milhões em cotação desta segunda.

Esse valor foi o teto estabelecido pela Uefa, na temporada passada, a 2015/2016. Pelos próximos anos, portanto, também deve ter congelamento por lá, mas com valor certamente muito mais atraente do que pago aos times sul-americanos e dos outros continentes.

E por que aqui não aumentou?

A Conmebol havia aumentado a premiação de 2015 para 2016, cerca de 40%, na esteira das prisões de cartolas do continente acusados de receberem propinas de empresas de marketing esportivo para venderem os direitos comerciais de torneios, incluindo a Libertadores.

Houve pressão dos clubes por aumento nas cotas, já que na acusação do Departamento de Justiça dos EUA se explicava que o dinheiro pago ia para o bolso dos dirigentes em vez de ir para os clubes.  Para 2017, porém, a Conmebol congelou o preço alegando aos clubes que briga na Justiça o rompimento de contrato com empresas acusadas de pagar propina, para tentar melhores acordos.

Premiações para o campeão e aumento

Libertadores (América do Sul) – US$ 7,75 milhões (R$ 24,1 milhões) – igual 2016

África – US$ 4 milhões (R$ 12,4 milhões) – em 2016 era 1,5 milhão (4,68 milhões) 

Ásia – US$ 3 milhões (R$ 9,36 milhões) – em 2016 era US$ 1,5 milhão (4,68 milhões) 

Europa – 54,5 milhões de euros (R$ 180 milhões) – teto estipulado em 2015

Américas do Norte e Central – US$ 500 mil (R$ 1,56 milhão) – até 2016 não se pagava premiação

Oceania – Não há prêmio por meta, apenas pagamento de custos


Empresa acusada de propina mantém direito de torneio e TV perde transmissão
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Marcel Rizzo

Acusada de pagar propinas a dirigentes do futebol da América do Sul para adquirir os direitos comerciais de torneios no continente, a empresa argentina Full Play manteve na Justiça a prioridade sobre dois torneios de base da Conmebol, que estão sendo organizados neste início de 2017.

A Full Play Group S.A. pôde vender os direitos comerciais e televisivos do Sul-Americano Sub-20, disputado em janeiro no Equador, e do Sul-Americano Sub-17, que está em andamento no Chile – a empresa mantém, ainda, os direitos sobre as partidas das eliminatórias da Copa do Mundo.  A manutenção foi conseguida no Comitê Arbitral do Esporte, na Suíça.

Em maio de 2015, a Full Play foi envolvida no escândalo de corrupção revelada pelo Departamento de Justiça dos EUA, que levou dezenas de cartolas à prisão entre eles o ex-presidente da CBF, e na época vice, José Maria Marin.

Os donos da Full Play, os argentinos Hugo e Mariano Jinkis, foram acusados de pagar suborno a diversos cartolas. Eles chegaram a ser presos na Argentina, mas nunca foram extraditados aos EUA. Outro argentino acusado de corrupção, Alejandro Burzaco, que era gerente da Torneos Y Competencias (TyC), se declarou culpado à Justiça americana.

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), que tem três de seus últimos quatro presidentes presos acusados de receberem propinas, tentou judicialmente se desvincular da Full Play.  Em nota, informou que “manifestou seu interesse de dar por terminada a relação contratual com a empresa Full Play, logo de que seu Presidente e Vice-Presidente fossem incluídos na lista de pessoas acusadas pela justiça dos Estados Unidos em casos de corrupção”.

Mas, com a demanda, a Full Play manteve os direitos. Em um país, ao menos, isso gerou problema e o Sul-Americano sub-20 não foi transmitido. Duas TVs chilenas não puderam honrar acordos previamente acetados porque a empresa argentina deteve os direitos do torneio.

Aqui no Brasil, os sub-20 e sub-17 são transmitidos pelo SporTV, canal a cabo do Grupo Globo.


Eleição no São Paulo: clube e executivo trocam acusações por remuneração
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Marcel Rizzo

A eleição para presidente do São Paulo, que será na segunda quinzena de abril, agitou esta sexta-feira do clube com troca de acusações entre as duas chapas concorrentes. No final da manhã, em nota oficial divulgada via site oficial, a atual diretoria, que tem o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, como candidato à reeleição, questionou declarações dadas por Alexandre Bourgeois ao Blog do Menon, no UOL Esporte.

Bourgeois é um dos principais auxiliares do seu oponente no pleito, o ex-presidente José Eduardo Mesquita Pimenta (1990-1994), e trabalhou por um mês no início da gestão de Leco, em 2015. A situação disse que demitiu Bourgeois por “concluir que o profissional não reunia as características desejadas para a função” e que ele faltou com a verdade porque “recebeu o valor correspondente pelo período que permaneceu na gestão”.

No fim da tarde, em nota enviada ao blog por meio de assessores, Bourgeois afirmou que a nota do São Paulo é mentirosa.

“Durante o período em que trabalhei na gestão Leco, não recebi nenhuma remuneração. O mesmo ocorreu na minha demissão. Cabe ressaltar que a gestão não manteve comigo nenhum tipo de contrato de trabalho, seja ele regido pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) ou como Pessoa Jurídica. Isso mostra que a nota é mentirosa, pois não apresenta nenhuma documentação referente ao acerto de contas do clube comigo”, diz o texto.

Bourgeois acionou o clube na Justiça para receber o que considera de direito no período em que trabalhou para o clube – ele foi também CEO durante a gestão de Carlos Miguel Aidar, que renunciou ao cargo em outubro de 2015 acusado de irregularidades nas finanças do clube.

Para a diretoria do São Paulo, “causa estranheza o fato de o Sr. Bourgeois ora apresentar-se como empregado, ora como empresa contratada. Outro motivo são os termos obscuros do acordo fechado entre a empresa do sr. Bourgeois e o ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, termos estes constantes de um acordo supostamente escrito, mas aparentemente não assinado”.

O ex-funcionário do São Paulo disse que após a demissão, foi aconselhado a procurar os direitos na Justiça pelo próprio presidente Carlos Augusto de Barros e Silva. “Leco indicou esse caminho ao ser questionado por mim sobre os valores devidos e quando o pagamento seria realizado”, disse. Sobre a dúvida no contrato da gestão Aidar, Bourgeois garante ter documentos que comprovam o vínculo.

“Sobre esse questionamento, informo que o contrato de trabalho foi acordado entre as partes, redigido pelo São Paulo e aprovado pelo departamento jurídico. O documento consta nos autos do processo”, informou.

Bourgeois trabalha para a campanha de Pimenta indicado pelo empresário Abilio Diniz, que faz parte do Conselho Consultivo do São Paulo, e hoje faz oposição à gestão de Leco. Antes, Diniz apoiou Aidar e Leco, quando este assumiu.


Recado de Tite ao convocar seleção: o lugar de Gabriel Jesus está guardado
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Marcel Rizzo

A opção por Diego Souza para substituir o lesionado Gabriel Jesus nos jogos de março pelas eliminatórias, contra Uruguai e Paraguai, mostra que o ex-palmeirense dificilmente perderá sua condição de titular da seleção brasileira.

Aos 31 anos, Diego Souza fez um ótimo brasileiro pelo Sport e pode ser uma opção experiente e de qualidade no elenco de 23 convocados para a Copa da Rússia, ano que vem. Mas Diego Souza não é um centroavante de ofício, como Gabriel Jesus, 19. E nem tão jovem.

O encantamento de Tite por Jesus, que se recupera de uma lesão no tornozelo que deve o deixar fora do Manchester City o restante da temporada europeia (que acaba em maio), o faz não pensar em um substituto jovem, que possa brigar com Jesus pela 9 da seleção, como Gabigol, que não tem tido boa sequência na Inter de Milão

Ou até mesmo em uma opção que vinha tendo sequência com o antecessor Dunga, como  Jonas, mais experiente, artilheiro no Benfica, mas que nunca vingou com a camisa amarela.

Tite conversou com Gabriel Jesus após a lesão, principalmente para o tranquilizar. Jovem, ele poderia se abater por se machucar em momento tão especial na carreira, quando começava a se destacar na Europa e se firmava como titular da seleção brasileira — que, com Tite, vem saindo do buraco que se enfiou nos últimos anos.

Gabriel Jesus só não voltará à seleção como titular se a recuperação da lesão prejudicar sua sequência no City o que, no momento, também parece improvável que aconteça, já que Pep Guardiola é outro encantado com o atacante.

A confiança

Da lista de convocados para os jogos contra Uruguai e Paraguai, chamou, mais uma vez, atenção a chance a Fagner, lateral-direito do Corinthians que desde o ano passado não vem tendo atuações de ''selecionável'', digamos.

Seu nome aparece por dois motivos: o primeiro, e principal, a confiança que o treinador tem nele — e Tite preza, muito, estar ao lado de quem se sente bem. Segundo é que nenhum lateral-direito observado agradou, o que mostra falta de talentos para a posição que tem Daniel Alves como titular.


Borja ou Pratto? Guerrero ou Fred? Qual o centroavante mais caro do Brasil
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Marcel Rizzo

Pratto, hoje no São Paulo, e Fred quando jogavam pelo Atlético-MG (Crédito: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Qual o goleador mais caro em atividade no Brasil? Os “gringos” são realmente mais em conta do que os centroavantes nascidos no país?

Levantamento do salário aproximado dos principais “camisas 9” dos 20 times da Série A do Brasileiro em 2017 mostra que não, os estrangeiros não são mais baratos do que os brasileiros.

Um brasileiro, porém, é o mais bem pago de todos. Centroavante experiente, de 33 anos, nascido em Minas Gerais, Fred recebe por mês cerca de R$ 700 mil no Atlético-MG.

Os valores da maioria dos vencimentos mensais que serão apresentados são estimados porque alguns atletas recebem variáveis por produtividade.

Levando-se em conta o salário-base, a média dos cinco estrangeiros que se destacam por aqui na posição é de R$ 436 mil. Os outros 15 centroavantes, nascidos no Brasil, recebem em média R$ 258,6 mil.

Fred é o mais bem pago, seguido de perto pelo peruano Guerrero, do Flamengo, que fatura cerca de R$ 650 mil. O argentino são-paulino Lucas Pratto, com R$ 500 mil, e o gremista Barrios, com R$ 420 mil, aparecem na sequência.

A negociação do argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios do Palmeiras para o Grêmio diminuiu em 60% os rendimentos do atleta, que ganhava perto de R$ 1 milhão em São Paulo contando luvas por assinatura e gatilhos contratuais.

A média dos “gringos”, portanto, poderia ser ainda maior.

O Palmeiras trocou Barrios pelo colombiano Miguel Borja, que chegou ganhando em dólar, mas com valor pré-fixado. Os US$ 85 mil valem hoje cerca de R$ 280 mil, o que o torna, dos centroavantes estrangeiros analisados, o que menos recebe. O argentino Ábila, do Cruzeiro, fatura R$ 330 mil.

Guerrero é o 9 gringo mais bem pago no Brasil (Crédito: Gilvan de Souza/ Flamengo)

Nacionais

A média de rendimento dos brasileiros cai, claro, porque clubes recém-promovidos à Série A, como Atlético-GO e Avaí, não pagam nem R$ 100 mil a seus centroavantes. Dos brasileiros, depois de Fred, o “camisa 9” mais bem pago é Henrique Dourado, do Fluminense, com cerca de R$ 400 mil.

Na sequência algo que pode até ser considerado surpresa. André voltou ao Sport a peso e salário de ouro, ganhando próximo a R$ 380 mil. Jô, no Corinthians, tem R$ 350 mil de ganhos.

Agentes de futebol ouvidos pelo blog avaliaram que ainda é vantajoso trazer jogador do futebol da América do Sul, e Borja, com menos de US$ 100 mil mensais de salário, é o exemplo.

Os casos dos centroavantes caros, como Guerrero e Pratto, aconteceram porque eles se valorizaram já atuando por aqui – o peruano no Corinthians, e o argentino no Atlético-MG.

Compare:

Os gringos (valores em R$)

Flamengo – Guerrero – 650 mil

São Paulo – Pratto – 500 mil

Grêmio – Barrios – 400 mil

Cruzeiro – Ábila – 330 mil

Palmeiras – Borja – 280 mil

Os brasileiros (valores em R$)

Atlético-MG – Fred – R$ 700 mil

Fluminense – Henrique Dourado –  R$ 400 mil

Sport – André – 380 mil

Corinthians – Jô – 350 mil

Santos – Ricardo Oliveira – 320 mil

Coritiba – Kleber – R$ 280 mil

Atlético-PR – Grafite – 220 mil

Vitória – Kieza – 220 mil

Bahia – Hernane – R$ 200 mil

Vasco –  Luis Fabiano – R$ 200 mil

Ponte Preta – Wiliam Pottker – 150 mil (já vendido ao Inter, sai em maio)

Botafogo – Roger – 150 mil

Chapecoense – Wellington Paulista – 100 mil

Atlético-GO – Júnior Viçosa – 60 mil

Avaí – Denilson –  50 mil