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Arquivo : Libertadores; Conmebol

Patrocinadores fazem ganhar força Libertadores com final em jogo único
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Marcel Rizzo

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) não desistiu de que a final da Libertadores, no futuro, seja disputada em partida única, como ocorre com a decisão da Liga dos Campeões da Europa. E, agora, a confederação tem aliados para o projeto.

Os patrocinadores da competição são favoráveis a um só jogo para definir o campeão. O principal motivo para isso é que, em uma cidade e estádio escolhidos previamente para a finalíssima, seria priorizado um local com estrutura adequada para que os patrocinadores pudessem usar a semana prévia para expor sua marca – a ideia é que o confronto ocorra num final de semana.

Hoje, há cidades e principalmente estádios com estruturas precárias na Libertadores, e o recente equilíbrio de forças na América do Sul fez com que países que anteriormente jamais almejassem a vaga na final chegassem até essa fase – vide, em 2016, o Independiente Del Valle, do Equador.

A exposição da marca em um evento único e com os times chegando na cidade programada com antecedência também seria muito maior do que ocorre hoje, porque atrairia interessados de três mercados – os países dos dois times finalistas, e daquele em que a partida ocorre.

Inicialmente, a Conmebol pensou até em adotar esse sistema para a final em 2017, mas não houve consenso entre os membros do Conselho da entidade, o antigo Comitê Executivo, principalmente porque alguns países reclamaram que poderia ser difícil para que torcedores se deslocassem ao jogo – de fato, o transporte entre os países da América do Sul é bem mais complicado do que entre os países europeus para a final da Liga dos Campeões.

A Conmebol tem a Bridgestone como detentora do naming rights, a marca atrelada ao nome da Libertadores, contrato que termina nesta competição de 2017. A entidade quer usar o atrativo de uma semana de exposição com jogo único em um mercado atraente para valorizar o naming rights do torneio no próximo contrato.

A Bridgestone pagou US$ 57 milhões (R$ 179 milhões, em cotação atual) por cinco anos de contrato, ou seja, US$ 11,4 milhões (R$ 35,8 milhões) por temporada.

Na semana passada, a entidade anunciou que fechou acordo com a cervejaria Amstel como nova patrocinadora da Libertadores até 2020. A ideia é que em 2018 já se faça a final do torneio, que pelo novo calendário é disputada agora ao final do ano, em uma só partida, o que já seria do agrado do novo parceiro.

Os valores do acordo com a Amstel não foram divulgados. 


Conmebol pagará cerca de R$ 3,7 mi para times derrotados na Libertadores
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Marcel Rizzo

A Conmebol pagará cerca de R$ 3,7 milhões somente para as equipes eliminadas após as três primeiras fases da Libertadores. Com novo formato e inchaço, a competição terá 47 equipes e três etapas, e não apenas uma, antes da fase de grupos. Das 19 equipes que disputarão essas “pré-libertadores”, em termo que se popularizou no Brasil, somente quatro estarão na fase de grupos.

Em comunicado em 5 de janeiro enviado às confederações filiadas, que deveriam repassar aos clubes participantes, a Conmebol informou a premiação total da competição, números que já haviam sido mostrados no sorteio dos grupos, no fim de dezembro – o campeão, por exemplo, manteve cota total de US$ 7,75 milhões (R$ 25 milhões), o mesmo de 2016.

Mas no documento a Conmebol informava que pagará um “plus”, foi esse o termo usado, aos times eliminados nas três primeiras fases, além da quantia que ganharão por efetivamente participar dessas etapas da Libertadores.

Por exemplo: a primeira fase terá seis times, divididos em três confrontos mata-mata (não há brasileiros). Os vencedores vão à segunda fase embolsando US$ 250 mil (R$ 805 mil), e os perdedores ganham os R$ 805 mil, mais US$ 50 mil (R$ 161 mil) cada como “plus” pela derrota.

Na segunda fase, que tem os brasileiros Botafogo e Atlético-PR participando, o “plus” por ser eliminado é de US$ 100 mil (R$ 322 mil), mais os US$ 400 mil (R$ 1,28 milhão) pela participação. Na terceira fase, os valores são os mesmos pela participação e eliminação – R$ 322 mil pela derrota e R$ 1,28 milhão pela presença nesta etapa. Quem chegar até esta etapa e não avançar para fase de grupos terá ganho R$ 3,7 milhões como “prêmio de consolação”.

A Conmebol sofre anualmente pressão dos clubes por aumento nas premiações de seu principal torneio, a Libertadores. A cúpula entende que o “plus” é uma maneira de ajudar financeiramente equipes mais modestas, de países mais fracos, que teoricamente não conseguirão chegar na fase de grupos. 


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