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Respaldo da direção do São Paulo a Ceni passa por boas atuações no Morumbi
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Marcel Rizzo

O São Paulo de 2017 tem aproveitamento ligeiramente superior quando joga dentro de casa. No Morumbi, o time garantiu 61,1% dos pontos, contando a vitória sobre o Linense nas quartas de final do Paulista, em mando do time do interior. Longe do seu estádio o número cai para 55,5%.

Apesar do melhor retrospecto em seu campo, as três eliminações são-paulinas no ano foram construídas no Morumbi: derrotas de 2 a 0 nos primeiros jogos da semifinal do Paulista, para o Corinthians, e na terceira fase da Copa do Brasil, para o Cruzeiro, e o empate com gols contra o Defensa Y Justicia, 1 a 1, que tirou o time na quinta-feira (11) logo na primeira etapa da Copa Sul-Americana.

Dentro do São Paulo é visto como prioridade atuações mais seguras em casa, principalmente para se ter sucesso no Brasileiro de pontos corridos que começa neste final de semana.

Rogério Ceni continua com respaldo, até porque houve mudanças no departamento de futebol recentemente com a reeleição de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, à presidência. Vinicius Pinotti assumiu a diretoria, e Raí, talvez o segundo maior ídolo do clube, atrás apenas do próprio Ceni, tem cadeira no Conselho Administrativo e, claro, deverá dar pitacos no futebol.

O respaldo passado a Ceni passa muito pelas eliminações construídas no Morumbi. As duas primeiras, com derrotas nas primeiras partidas por 2 a 0, tiveram desfechos com atuações de razoável para boa como visitante. Contra o Cruzeiro, o time venceu a volta por 2 a 1 no Mineirão, e com mais um gol avançava. Houve elogio àquela atuação, por exemplo.

A eliminação para o Defensa Y Justicia, claro, foi diferente. Contra um time pequeno da Argentina, e depois de um bom 0 a 0 fora, o São Paulo saiu na frente no começo do jogo, cedeu o empate e não conseguiu se impor em casa.

O Morumbi será um fator importante nos próximos passos da carreira de Ceni como treinador. Se o time tropeçar no Brasileiro, as vaias de quinta podem se tornar mais contundentes. Quem ouve a alta cúpula diz que Ceni só sai este ano se o time flertar com o rebaixamento, o que ninguém no Morumbi acredita que vá acontecer.

Os equilibrados jogos de volta feitos contra Corinthians e Cruzeiro, apesar das eliminações, fazem com que se acredite dentro do clube que São Paulo está no mesmo patamar desses times, e que a briga no Brasileiro será sim por vaga na Libertadores – ou seja, G6.

Vai depender muito, é claro, se o time vai conseguir jogar bem no Morumbi.


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