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Marcel Rizzo

Chefe dos árbitros rejeita interferência pró Flamengo: 'mostrem o cochicho'

Marcel Rizzo

27/07/2017 15h21

O presidente da comissão de arbitragem da CBF, Marcos Marinho, disse que não houve interferência externa junto aos árbitros em lance polêmico do jogo Santos e Flamengo, nesta quarta (26), na Vila Belmiro.

Ele cobrou provas do Santos, que enviou ofício à CBF pedindo a anulação da partida acusando o repórter da TV Globo Eric Faria de ter "provocado" o quarto árbitro, Flávio Rodrigues de Souza — pedido que não deve ter sucesso.

Foi Souza quem avisou ao juiz principal, Leandro Vuaden, de que não havia sido pênalti de Réver no santista Bruno Henrique – Vuaden, a princípio, anotou a penalidade. Por meio de redes sociais Eric Faria negou que tenha dito algo a Souza.

"Se me mostrarem alguém cochichando no ouvido do árbitro, vamos lá investigar. Mas eu pago para ver. Tem um monte de gente tirando fotos, filmando, todo mundo vendo, o campo do Santos é apertado, a área técnica fica ao lado do quarto árbitro. O primeiro a ver se tivesse tido interferência seria o próprio Levir Culpi [técnico do Santos]. Não houve interferência", disse Marcos Marinho ao blog.

Ele afirmou que todos os cuidados são tomados para evitar a interferência externa. "Os delegados das partidas foram proibidos de levar celular para campo. A decisão do Vuaden, com base no que o Flávio falou, foi rápida, nem haveria tempo para consulta de câmera, de imagem. Me provem que houve interferência, que afastamos do futebol na hora".

Marinho contou o relato dos árbitros: "No momento que marcou o pênalti, o Vuaden não teve certeza e pediu ao Flávio qual havia sido sua impressão no lance. O Flávio disse que houve um toque na bola antes do contato com o atleta. O Vuaden estava indeciso, sem certeza do lance, ele foi marcar já meio assim, será que foi, será que não foi, e ouviu o quarto árbitro. Depois da consulta quem tomou a decisão foi o Vuaden, e pronto", disse o chefe da arbitragem brasileira.

Pela postura da arbitragem na partida, disse Marinho, não há risco de punição. "Até porque acertaram no lance".

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

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