Blog do Marcel Rizzo

Caso Neymar: Os milhões por trás da viagem de Wagner Ribeiro a Paris

Marcel Rizzo

Neymar, Barcelona e PSG, uma negociação que virou novela (Crédito: Mike Ehrmann/Getty Images)

A negociação com Neymar pode ficar ainda mais cara ao Paris Saint-Germain. Para que o acordo oficialmente seja anunciado, o estafe do atleta pedirá que o clube francês arque com o prejuízo do atleta por não receber integralmente um bônus devido pelo Barcelona, retido pelo clube espanhol irritado com os rumos da negociação. Neymar sequer treinou nesta quarta-feira e comunicou os companheiros que está de saída, mas o anúncio oficial ainda não foi feito.

Uma das explicações para a situação é o não pagamento da segunda e última parcela do bônus de assinatura que o clube espanhol acertou com o jogador, em outubro de 2016, na renovação do contrato até 2021.

O valor, de cerca de 26 milhões de euros (R$ 96 milhões), deveria ser pago até o fim de julho, mas, não satisfeito com a possibilidade de o atacante deixar o clube rumo a Paris, o Barcelona resolveu depositá-lo em juízo. Isso irritou o pai do jogador, Neymar da Silva, que também é o procurador do filho.

Essa quantia em aberto, e a não possibilidade de recebê-la, ainda é um entrave, mas o estafe do atleta tentará uma cartada para não ficar sem a grana: negociar com o clube francês para que ele arque também com o valor devido pelo Barcelona. O UOL apurou que o empresário Wagner Ribeiro, um dos agentes ligado ao jogador, viajou até Paris com a finalidade de convencer os franceses (que são bancados por dinheiro do Qatar) a pagar essa quantia.

O Barcelona entende que os 26 milhões de euros seriam pelas cinco temporadas acertadas com Neymar, não apenas por uma. Avaliam, então, que ele deixando o clube agora só precisam pagar um quinto dessa quantia, 5,2 milhões de euros (R$ 19 milhões).  É a diferença, 20,8 milhões de euros (R$ 77 milhões), que seria solicitado ao PSG, além de tudo o que o clube já deve pagar, como multa rescisória (R$ 805 milhões), impostos, luvas e salários ao jogador e comissões aos intermediários.

Caso o PSG diga que não pretende desembolsar mais um tostão, caberá a Neymar decidir se vai para Paris sem receber todo o restante do bônus devido pelo Barcelona e tentar resolver essa questão judicialmente.