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Árbitro de vídeo: CBF vai priorizar que mais experientes continuem em campo

Marcel Rizzo

A escala da arbitragem brasileira após o início do uso do árbitro de vídeo (AV) ainda vai priorizar os mais experientes e melhores no ranking dentro de campo, e não na sala para analisar imagens duvidosas.

O plano é que se os melhores árbitros continuarem em campo, como juízes principais, o uso do AV pode ser minimizado. “Se os mais experientes estiverem em campo a tendência é positiva com pouco uso [do árbitro de vídeo]. Se um árbitro (experiente ou não) acertar tudo em campo, será zero a participação do AV. Por isto que este só entra em decisão claramente errada”, disse Sérgio Corrêa, um dos responsáveis na CBF pela implantação do sistema.

Após o gol de mão marcado por Jô na vitória de 1 a 0 do Corinthians sobre o Vasco, no dia 17 de setembro, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, pediu à comissão de arbitragem que iniciasse o uso do árbitro de vídeo imediatamente na Série A do Brasileiro. Problemas, porém, fazem com que ainda não haja uma data certa para que a tecnologia seja utilizada.

Não há ainda os equipamentos necessários, pode não ser possível que todos os estádios usados no Brasileiro tenham estrutura para que a tecnologia seja usada em sua totalidade, e, principalmente, o treinamento da arbitragem ainda estava em fase inicial. Somente quatro árbitros brasileiros tinha passado por treinos na Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) – nesta segunda (25) 64 profissionais iniciarão um curso em Águas de Lindoia, interior de São Paulo.

Por isso que, num primeiro momento, a CBF prefere que aqueles considerados melhores árbitros continuem em campo, e não como responsáveis pelos vídeos – já que para ser AV todo estão praticamente no mesmo nível.

“Se um árbitro mais experiente não for sorteado [para um jogo em uma rodada], ele pode atuar como AV”, disse Correa.

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