Blog do Marcel Rizzo

Se Mano não acertar, há no Palmeiras quem defenda ir atrás de Jair Ventura

Marcel Rizzo

A diretoria do Palmeiras trabalha com Mano Menezes como seu plano A, B e C para treinador da equipe em 2018. Mas qual seria o D, caso o técnico preferido opte por ficar no Cruzeiro?

Como mostrou o blog do Perrone, há no clube quem queira que Alberto Valentim, interino que vai comandar o time até o fim de 2017, seja efetivado. Há outra corrente, porém, que defende que é preciso contratar um treinador de fora mesmo se Mano não for contratado, e há um nome de preferência para esse grupo: Jair Ventura, do Botafogo.

Os favoráveis a não apostar no interino com um não de Mano defendem que a opção caseira, por Valentim, é ruim porque fica a mercê de bons resultados rapidamente — e ninguém no clube quer ver 2017 repetido, quando Eduardo Baptista não aguentou a irregularidade e foi demitido em maio.

A favor de Jair Ventura há o trabalho excepcional que faz no Botafogo com um elenco bem mais fraco do que teria em mãos no Palmeiras, e a avaliação é de que ele, com apenas 38 anos, possa realizar um projeto a longo prazo, algo raro no Brasil (por culpa dos clubes na maioria das vezes, que se registre).

Os defensores de Valentim, 42, dizem que ele tem favorável o fato de conhecer o clubes e os jogadores. Os que questionam Ventura avaliam também que seria um tiro incerto a se dar no momento, já que ele tem contrato no Rio até o fim de 2018 e se duvida que opte por rompê-lo mesmo se for oferecido um caminhão de dinheiro e estrutura para montar um time competitivo.

Valentim tem os dez jogos finais do Brasileiro para mostrar serviço, e tem apoio de figuras importantes no clube, como o ex-presidente Mustafá Contursi — entre todos, Valentim será com certeza o mais barato. Mas se Mano Menezes optar por deixar o Cruzeiro, dificilmente deixará de ser o treinador palmeirense.

Pessoas próximas do treinador cruzeirense acham que seria uma aposta acertada comandar o Palmeiras e voltar ao mercado de São Paulo. Muitos ainda veem Mano muito identificado com o Corinthians, clube que comandou por duas vezes, e uma ida ao rival poderia acabar com isso.