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Neymar no PSG triplicará valor dos direitos de TV do Francês no Brasil

Marcel Rizzo

18/12/2017 04h00

Neymar em ação pelo PSG (Crédito: JEAN-SEBASTIEN EVRARD/AFP)

O valor dos direitos de transmissão do Campeonato Francês para o Brasil deve mais do que triplicar com a presença de Neymar no Paris Saint-Germain. Os interessados em adquirir o torneio para os próximos anos têm até o dia 11 de janeiro para enviar as ofertas. Estima-se que cada temporada vai custar 5 milhões de euros (R$ 20 milhões).

É bem mais do que o 1,5 milhão de euros (R$ 6 milhões) por ano que pagou o Grupo Globo para que o SporTV tivesse o direito da competição por cinco temporadas — acordo que vence ao final do torneio 2017/2018, que finaliza em maio do ano que vem. A Globo sublicenciou a competição para a ESPN, por isso que atualmente as duas emissoras têm os direitos para os jogos de Neymar e PSG no Brasil.

A beIN, agência que detém os direitos do Francesão, quer aproveitar a presença de Neymar no PSG para lucrar com a venda do torneio para o Brasil — o brasileiro foi negociado do Barcelona em agosto, e assinou um contrato de cinco anos. A ideia é que a emissora que comprar a competição faça um contrato de até seis anos, ou seja, até a temporada 2023/2024.  O mínimo para assinatura são três anos — a beIN quer se precaver de uma saída precoce de Neymar, o que faria com que o interesse pelo Francês no Brasil desaparecesse.

Devem apresentar oferta para a agência as principais emissoras do Brasil (Globo, Fox Sports, ESPN e Esporte Interativo). Pelas regras da concorrência, é possível a venda para duas emissoras, mas é improvável que aconteça.

A questão é que quem comprar os direitos do Francesão está, na verdade, comprando os direitos de mostrar ao país Neymar, hoje o principal jogador de futebol do Brasil e a exclusividade nesse caso pode ser importante para venda de cotas de publicidade. Não há, como na Espanha, dois clubes que chamem a atenção, como Barcelona e Real Madrid, para se mostrar alternadamente a cada fim de semana, como fazem ESPN e Fox – os direitos para o Brasil são da primeira, que repassou para a segunda em troca de outros torneios.

Espera-se que o resultado da concorrência saia bem rápido, ainda em janeiro de 2018. O grupo beIN, que detém os direitos do Francês, também tem ligação com o Paris Saint-Germain. O presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi, é também CEO da beIN e está sendo investigado sobre suposto envolvimento fraudulento com o ex-secretário-geral da Fifa Jérôme Valcke para a compra dos direitos de TV da Copa do Mundo. Ele nega irregularidades.

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Sobre o Blog

Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.

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