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Sem verba da Caixa, receita do Corinthians com patrocínio cai pela metade

Marcel Rizzo

28/12/2017 04h00

Jô com a camisa corintiana sem patrocínio máster (Crédito: Thomás Santos/AGIF)

A não renovação com a Caixa, e depois a dificuldade em arrumar um parceiro para exibir a marca na parte nobre de sua camisa, fizeram o Corinthians fechar 2017 com pouco mais da metade do dinheiro de patrocínio de uniforme que planejava.

O total recebido no ano foi de R$ 28,1 milhões, 46% a menos do que os R$ 51 milhões que esperava. O acordo com a Caixa para anunciar no peito da camisa, a parte mais cara do uniforme, rendeu R$ 30 milhões por ano ao clube em quatro anos de contrato (total de R$ 120 milhões, portanto).

Em abril o acordo foi encerrado e não renovado. A empresa estatal gostaria de pagar menos por um período mais curto, de oito meses, até dezembro de 2017 e o clube não quis. Imaginou até que poderia arrumar um patrocinador que pagasse mais do que R$ 30 milhões por 12 meses, mas isso não aconteceu.

O blog apurou que, internamente, a explicação para não se fechar o acordo foi que não houve propostas longas, ou seja, com mais de 12 meses. Assim o clube preferiu, já que teria apenas contratos curtos, fechar com empresas para que exibissem a marca em outras partes da camisa ou aqueles acordos pontuais, para partidas específicas.

Foi, por exemplo, o que aconteceu com a Universidade Brasil, que estampou sua marca no espaço nobre na final do Campeonato Paulista, contra a Ponte Preta, e depois acertou para ser fixa nos ombros. Na parte superior das costas a Alcatel anunciou a marca desde março, em acordo que vale até dezembro agora. Minds (mangas), Foxlux (barra traseira da camisa), Hunter Sports (calcão) e Cia do Terno (barra frontal da camisa) fecharam o cardápio de patrocinadores de uniforme, em áreas menos nobres e, portanto, mais baratas.

A intenção da direção é fechar um patrocinador máster antes da eleição presidencial, que ocorre em 3 de fevereiro. A projeção para 2018 é de faturar R$ 63,5 milhões com patrocínios de camisa, mas para isso é preciso ter um contrato longo na parte nobre do uniforme — patrocínios pontuais não chegarão nem perto desse valor.

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Sobre o Blog

Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.

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