Blog do Marcel Rizzo

Felipão volta a dar palestras e usará derrota na Copa-2014 como tema

Marcel Rizzo

Cinco anos depois de congelar as palestras que ministrava ao assumir a seleção brasileira para a Copa-2014, o técnico Luiz Felipe Scolari voltará a essa atividade. Ele já foi contratado por uma empresa para o primeiro trabalho, e usará a derrota para a Alemanha na semifinal do Mundial disputado do Brasil como parte dos temas motivacionais que abordará.

Entre 2008 e 2013, Felipão fez palestras, algo comum a profissionais do esporte. Ao assumir a seleção, o treinador interrompeu o trabalho para se dedicar à Copa-2014, e não conseguiu retornar à atividade após o Mundial porque, já em 2015, foi contratado pelo Guangzhou Evergrande, da China, o que o deixou distante do Brasil.

Ao final de seu contrato na China, em novembro passado, Felipão optou por não renovar e seu estafe iniciou o planejamento para a retomada das palestras. Foram enviadas mensagens a empresas especializadas em agendamento, que prospectaram empresas interessadas e uma delas já fechou o acordo — o local desse primeiro trabalho não é revelado porque o treinador quer privacidade, e o valor cobrado também é sigiloso.

No papo, motivacional, o treinador citará que após o 7 a 1 do Mineirão teve pouco tempo para administrar o resultado, e pouco mais de 20 dias depois já estava levantando da cama para seguir trabalhando — ele foi contratado no fim de julho de 2014 pelo Grêmio. ''Há momentos de dor na vida de uma pessoa, como a perda de um pai, de uma mãe, de um filho, o desemprego, uma doença, mas é preciso estar preparado e se levantar para seguir em frente'', será uma das partes do trabalho que o treinador pretende apresentar aos funcionários da primeira empresa que o contratou.

Sem clube desde que deixou o Guanghzou, Felipão aguarda propostas. A seleção da Austrália, que vai à Copa da Rússia e está sem treinador no momento, cogitou o nome do treinador, mas parte da diretoria da federação prefere um técnico local — Felipão também quer um acordo de no mínimo dois anos.

Mas mesmo se acertar com os australianos, ou outra seleção que estará no Mundial ou até uma equipe estrangeira, seu plano é não interromper definitivamente as palestras, como fez em 2013.