Blog do Marcel Rizzo

Baixo valor por direito de TV da Copa Sul-Americana deve abrir novo leilão

Marcel Rizzo

A empresa que negocia os direitos de TV da Copa Sul-Americana, o segundo torneio em importância na América do Sul, e da Recopa, que reúne os campeões da Libertadores e da Sul-Americana, não obteve o valor esperado nas primeiras ofertas recebidas das emissoras interessadas em adquirir os eventos para o período de 2019 a 2022.

Um novo leilão deverá ser aberto, e há até a possibilidade de que o prazo da venda dos direitos caia de quatro para dois anos — seria, portanto, válido para as temporadas de 2019 e 2020. Seria uma maneira de compensar os menores valores oferecidos.

Os produtos são oferecidos pela Diez Media, a joint venture formada pela norte-americana IMG e pela britânica Perform, que ganhou concorrência organizada pela Conmebol (Confederação Sul-Americana) para vender os direitos comerciais dos torneios de clubes da entidade pelos próximos quatro anos (2019 a 2022).

A Diez Media fechou, em maio, a venda dos direitos da Libertadores, o principal torneio de futebol da América do Sul, em quatro pacotes: a TV aberta ficou com a Globo, a fechada para a Fox e para o SporTV (com prioridade da escolha de partidas e da exibição da final para a Fox) e uma novidade, a de jogos às quintas-feiras, que foi para o Facebook — isso para o mercado brasileiro, vendido separadamente dos outros nove países do continente. Os valores negociados não foram divulgados.

Pelo contrato assinado com a Conmebol, a Diez Media garantiu o pagamento de US$ 1,4 bilhão (R$ 5,4 bilhões) pelos quatro anos de contrato. Portanto, para ter lucro precisa faturar mais do que isso, por isso a criação de novas plataformas e pacotes. Como mostrou o Blog do Ohata, a Copa Sul-Americana e a Recopa são oferecidas em conjunto, mas em dois pacotes diferentes: no primeiro há a transmissão com exclusividade da final e a primeira escolha de jogos da Sul-Americana, e no segundo a exclusividade da Recopa e a segunda escolha da Sul-Americana.

No momento não há um prazo para que as ofertas sejam entregues e nem plano de mudanças nos pacotes — apenas, como já informado, a possibilidade da diminuição do tempo de contrato caso as ofertas não tenham valores melhores.