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Bolsonaro define como olhará futebol profissional no governo e preocupa CBF

Marcel Rizzo

17/01/2019 08h55

A cúpula da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) monitora a formação do secretariado do Ministério da Cidadania do governo Jair Bolsonaro, pasta onde está o esporte, que deixou o status de ministério. Há atenção especial sobre como será formada a equipe do departamento de futebol e defesa dos direitos do torcedor, que estará dentro da secretaria do mesmo nome (que cuidará, também, da Autoridade Pública de Governança do Futebol, a Apfut, que regula a lei de responsabilidade fiscal no futebol).

O governo ainda decide diversos cargos de terceiro e quarto escalões e há discussão, por exemplo, se pode haver uma divisão de funções nessa secretaria específica: um executivo para cuidar do futebol e outro para defesa do torcedor. O blog apurou que a CBF tenta minar a possibilidade de que pessoas que fazem certa oposição à confederação (como dirigentes de alguns clubes) possam indicar um diretor de futebol do governo federal.

Antes ligada diretamente ao ministro do Esporte, a Secretaria de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor se tornou, agora, um braço da Secretaria Especial do Esporte, que está dentro do Ministério da Cidadania. O ministro Osmar Terra indicou para secretário do Esporte o general da reserva Marco Aurélio Vieira, que participou da organização dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Ele tomou posse do cargo nesta quarta (16) e agora devem ser agilizadas as nomeações de funções de outros escalões.

A CBF busca uma boa relação com Jair Bolsonaro. No jogo da entrega da taça de campeão brasileiro ao Palmeiras, em dezembro, Bolsonaro foi convidado pelo clube e patrocinador para assistir ao jogo contra o Vitória, no Allianz Parque. A CBF foi além e chamou o então presidente eleito para participar da festa de premiação com o troféu, dentro de campo, evento que normalmente tem apenas jogadores e cartolas presentes.

A diretoria de futebol tem como meta dar diretrizes de programas que podem ser feitos pelo governo para o desenvolvimento da modalidade, principalmente em regiões carentes, mas pode tocar também em pontos do alto rendimento, como regulamentações, o que interessa à CBF e clubes. Há um ponto principal da preocupação da confederação brasileira, que é a maneira como escolhe seus presidentes. O estatuto da entidade dá mais poder às federações estaduais do que aos clubes. Portanto ter alguém nesse cargo mais ligado a clube, e ainda se for de uma certa oposição, pode dar alguma dor de cabeça no futuro.

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Sobre o Blog

Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.

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