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Conmebol pagou mais a clubes argentinos do que a brasileiros em 2018

Marcel Rizzo

11/04/2019 04h00

Presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, em encontro da entidade (Crédito: Norberto Duarte/AFP)

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) distribuiu em 2018 US$ 148,6 milhões (R$ 567,7 milhões) a clubes das dez confederações filiadas por participações em seus torneios. E os times argentinos faturaram mais do que os brasileiros pela primeira vez desde 2015: US$ 38,97 milhões (R$ 148,8 milhões) contra US$ 34,97 milhões (R$ 133,60 milhões).

A final da Libertadores entre River Plate e Boca Juniors pesou a favor das equipes do país vizinho, mas não só isso. Entre os oito primeiros do principal torneio da América do Sul apareceram quatro argentinos (River, Boca, Independiente e Tucumán) contra três brasileiros (Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro). Os brasileiros iniciaram a competição com oito participantes, por ter o atual campeão (Grêmio), contra sete argentinos.

A Conmebol soma nesses valores tudo que pagou a clubes, por meio das associações membros (CBF, no caso do Brasil, e AFA para os argentinos). Há premiações por participações na Libertadores, na Sul-Americana, na Recopa e torneios de base, como a Libertadores sub-20, e femininos. No caso da Recopa, que é o encontro entre os campeões da Libertadores e da Sul-Americana do ano anterior, nesse caso de 2017 portanto, o Brasil venceu a Argentina com o Grêmio batendo o Independiente nos pênaltis. 

A diferença do que receberam os times argentinos e brasileiros para as demais confederações é enorme, o que já mais de uma vez rendeu reclamações de confederações mais pobres como Peru, Bolívia e Equador. O dinheiro, claro, depende totalmente do desempenho das equipes, mas há também questões como número de vagas. Brasileiros e argentinos classificam mais times do que as outras confederações.

Os times colombianos faturaram US$ 16,9 milhões (R$ 64,6 milhões) e os uruguaios US$ 11,3 milhões (R$ 43 milhões), mas os outros seis países tiveram seus clubes faturando menos de US$ 10 milhões cada um. A lanterna ficou para as equipes peruanas, que ganharam US$ 5,7 milhões (R$ 21,7 milhões).

Há na Conmebol um movimento dessas associações menores para que o bolo seja dividido sem depender exclusivamente de desempenho dos clubes. Querem algo parecido com o que é feito na Copa América de seleções, quando há um valor fixo pela participação e um extra por colocação final. A cúpula da confederação argumenta aos descontentes que já há um mínimo que é pago mesmo para aquelas equipes que são eliminadas nas primeiras fases dos torneios. Essas associações querem que essa bonificação de consolação seja maior.

VEJA QUANTO A CONMEBOL PAGOU AOS CLUBES EM 2018 (em milhões de dólares):

Argentinos: 38,97
Brasileiros: 34,97
Colombianos: 16,9
Uruguaios: 11,3
Paraguaios: 9,6
Chilenos: 9,3
Equatorianos: 8,5
Bolivianos: 6,75
Venezuelanos: 6,5
Peruanos: 5,7

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Sobre o Blog

Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.

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