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Tite pode entrar a pequeno grupo de técnicos campeões com a seleção

Marcel Rizzo

07/07/2019 04h00

Tite pode ser o décimo treinador campeão com a seleção brasileira (Crédito: Leo Correa/AP)

Com Danilo Lavieri e Pedro Lopes, do Rio de Janeiro

Tite pode entrar neste domingo (7) a um seleto grupo de treinadores campeões de torneio oficiais com a seleção brasileira. Um grupo restrito: até hoje, em uma história de mais de 100 anos, apenas nove profissionais venceram competições como técnico do Brasil. Tite pode ser o décimo se bater o Peru e levantar a Copa América.

A lista não inclui torneios amistosos, como o Superclássico contra a Argentina, que o próprio Tite já ganhou e que é sequência da Copa Roca, tradicional nas primeiras décadas do século passado. Esses confrontos se estenderam até o fim da década de 1970, quando era mais fácil reunir jogadores antes dos principais atletas sul-americanos partirem para jogar na Europa.

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Em 1949, no Sul-Americano disputado no Brasil, Flávio Costa foi o primeiro técnico campeão pelo Brasil. Mas e os Sul-Americanos de 1919 e 1922, também títulos oficiais? Não havia um único treinador, mas uma comissão técnica, formada pelos jogadores, que tomavam conta da equipe. O futebol, como se sabe, ainda vivia o amadorismo.

Não é fácil ser campeão com a seleção. Nas Copas do Mundo foram cinco treinadores diferentes nos cinco títulos. Zagallo, vencedor em 1970, Felipão, campeão em 2002, e Parreira, com o título de 1994, tiveram chance de repetir a façanha, mas fracassaram — Vicente Feola dirigia em 1958 e Aymoré Moreira, em 1962.

Outros criticados, que nunca caíram na graça dos torcedores, levantaram troféus. Sebastião Lazaroni ganhou a Copa América de 1989, 30 anos atrás e a última disputada no país antes desta atual, claro, e Dunga levou para casa duas taças: a Copa América de 2007, na Venezuela, e a Copa das Confederações de 2009, na África do Sul. O que ficou, porém, na lembrança foram as derrotas nas Copas de 1990, na Itália, e de 2010, também em solo africano. Não só é difícil levantar taças com a seleção como o que resta na história, na maioria das vezes, é o fracasso, não a conquista.

Tite tem o seu fracasso, a derrota nas quartas de final da Copa-2018 para a Bélgica. Neste domingo pode começar a construir a carreira vitoriosa que pode colocá-lo não só na lista de técnicos campeões com a seleção, mas numa ainda menor dos campeões mundiais, no Qatar-2022.

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

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Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.

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