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Falhas na Copa América deixam Brasil longe do Mundial de Clubes 2021

Marcel Rizzo

22/07/2019 12h00

Gianni Infantino foi reeleito em junho presidente da Fifa (Crédito: Franck Fife/AFP)

A direção da Fifa estuda candidatos para receber o Mundial de Clubes inchado com 24 times, a partir de 2021, o Brasil se mostrou interessado em ser o anfitrião, mas a cúpula da entidade internacional não se empolgou. Os problemas na organização da Copa América, realizada no país entre junho e julho, principalmente referente à logística das seleções e ao péssimo estado dos gramados, geraram críticas dentro da Fifa. Hoje a chance de a CBF ganhar essa disputa é perto de zero.

Está previsto para outubro que a diretoria da Fifa recomende candidatos em reunião de seu Conselho — não está claro se uma definição da sede ocorrerá neste mês. Coincidência, ou não, esse encontro será em Shangai, na China, nos dias 23 e 24 de outubro. Os chineses são os favoritos a ter a primeira edição do novo Mundial de Clubes da Fifa.

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No formato, 24 times disputariam o título a cada quatro anos, sempre nos anos ímpares anteriores às Copa do Mundo. Substituirá no calendário a Copa das Confederações, torneio de seleções que nunca gerou dinheiro que satisfizesse a Fifa.

A ideia do presidente, Gianni Infantino, é de que o Mundial de Clubes sirva de evento-teste para a Copa do ano seguinte, mas no caso de 2021-2022 não funcionará devido à época em que deve ser disputado o torneio de clubes, entre junho e julho. Será muito calor no Qatar, país-sede da Copa-2022  (que será jogada entre novembro e dezembro, com temperatura mais amena), por isso desta vez um outro país será sede — o Qatar terá as duas últimas edições do Mundial de Clubes no formato atual, com sete participantes, em 2019 e 2020.

A Fifa abriu para que qualquer associação filiada se candidate para o Mundial de 2021, mas há internamente uma predileção para que o torneio seja disputado na Ásia, ou por países filiados à AFC (Confederação Asiática de Futebol), onde está o Qatar — a Austrália, que fica na Oceania, na geografia da Fifa pertence à AFC. Por isso o favoritismo da China cresce ainda mais e não é descartado que, na reunião de outubro, se limite candidatos a asiáticos, o que eliminaria de vez o Brasil. Japão e Coreia do Sul teriam interesse.

Os problemas de organização da Copa América repercutiram na Fifa a ponto de cartolas classificarem a organização da Copa Africana, que ocorreu ao mesmo tempo no Egito, como melhor. A Copa Ouro, realizada nos EUA entre as seleções da Concacaf (Confederação das Américas do Norte, Central e Caribe) também, mas esta foi realizada em um país com tradição em boas organizações.

A China, além do fator geográfico, tam vantagem pelo Mundial de 2021 porque hoje suas empresas são as maiores financiadoras da Fifa, inclusive do Mundial de Clubes. A gigante de venda de produtos online Alibaba fechou contrato para patrocinar o torneio até 2022, com possibilidade de renovação.

A América do Sul deve ter seis vagas no novo Mundial de Clubes, enquanto a Europa oito. A Conmebol estuda como serão feitas as indicações, mas é provável que os últimos quatro campeões da Libertadores e dois vencedores da Copa Sul-Americana, entre os quatro últimos, entrem. Isso já colocaria Grêmio (vencedor da Libertadores em 2017) e River Plate (o de 2018) dentro do torneio da Fifa em 2021.

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Sobre o Blog

Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.

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