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Conmebol amarra contratos por final única da Libertadores até 2024

Marcel Rizzo

26/11/2019 04h00

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) já amarrou contratos para suas finais únicas até 2024. Mesmo que haja problemas nas próximas edições, a Libertadores e a Copa Sul-Americana terão só uma partida para definir o campeão ao menos pelos próximos cinco anos. Internamente a avaliação da cúpula da confederação foi ótima para os eventos em Assunção (PAR), título do Independiente Del Valle sobre o Colón na Sul-Americana,  e em Lima (PER) com a virada do Flamengo sobre o River Plate na Libertadores.

A cervejaria Amstel prorrogou seu contrato como patrocinador da Libertadores até 2024 e, de quebra, também terá sua marca exposta na Sul-Americana. No documento estão previstas ativações para as finais únicas, ou seja, até 2024, ao menos, a Conmebol terá que entregar a semana de eventos nas cidades escolhidas como sedes para seus parceiros. Em 2020 a Libertadores terá sua decisão no Maracanã, no Rio, e a Sul-Americana em Córdoba, na Argentina.

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Hoje a Libertadores tem nove patrocinadores e, pelos acordos, estão previstas com todos as exposições das marcas na semana de final única. A ideia de um jogo para definir o campeão, como ocorre na Europa, nasceu justamente para aumentar a receita da Conmebol com seus campeonatos de clubes. Outras sugestões foram aumentar o número de participantes de Brasil e Argentina, inchando o torneio, e recriando a Supercopa de campeões da Libertadores, esta ainda não aprovada pelo Conselho da confederação.

A Conmebol não fechou, claro, suas contas de 2019, mas estima-se que pode ter tido um faturamento até 20% superior se comparado com 2018 com relação a suas competições de clubes. No ano passado, a Libertadores rendeu à entidade US$ 116,3 milhões (R$ 489 milhões), enquanto a Sul-Americana US$ 39 milhões (R$ 164 milhões).

Nem mesmo as mudanças de sedes das duas finais únicas em 2019 comprometeram comercialmente os eventos, na avaliação da direção da Conmebol. A final da Sul-Americana inicialmente seria em Lima, mas em maio o governo peruano não deu garantias de segurança e de isenção tributária para a realização do evento, que migrou para Assunção. A capital do Paraguai é o porto seguro da confederação, já que sua sede está em Luque, na região metropolitana de Assunção, e há bom relacionamento com o governo.

Curiosamente quando Santiago, no Chile, perdeu a final da Libertadores devido à crise política que fez com que várias manifestações parassem o país foi Lima quem a recebeu, desta vez dando as garantias necessárias de não taxar, por exemplo, clubes e patrocinadores e também de segurança. Mesmo com as mudanças, principalmente a da Libertadores, feita menos de um mês antes do jogo, houve tempo de promover as ativações com os patrocinadores.

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Sobre o Blog

Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.

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