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Prêmio Fifa de melhor do mundo em 2017 avaliará só sete meses dos atletas
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Marcel Rizzo

Cristiano Ronaldo recebe troféu de 2016 ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino (Crédito: Fabrice Coffrini/AFP)

O prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa em 2017 levará em conta o desempenho dos atletas por pouco mais de sete meses, e não os 12 meses tradicionais.

Tudo isso para adaptar a premiação ao novo calendário, que agora levará em conta o período de jogos na Europa (temporadas de agosto a maio, com férias em junho e julho), diferentemente do que acontecia anteriormente, que analisava os atletas de novembro de um ano a novembro do outro.

Desta maneira, os jogadores das potências europeias, que sempre disputam a premiação, tinham avaliadas a parte final de uma temporada e a inicial da outra, o que desagradava a cúpula da Fifa. A partir da temporada 2017/2018, voltará a se avaliar por um ano, de julho a julho ou agosto a agosto, sempre respeitando o início e o fim do calendário europeu.

A Fifa enviou a seus filiados, em 7 de julho, comunicado explicando como será o sistema de votação. Foi definido então que para escolher o melhor jogador de 2016/2017 serão avaliadas as atuações em campo, e conduta fora dele, de 20 de novembro de 2016 a 2 de julho de 2017, pouco mais de sete meses portanto.

Para Cristiano Ronaldo faturar seu quarto troféu, por 2016, foi avaliado seu desempenho de 22 de novembro de 2015 a 20 de novembro de 2016, um ano. O português é o favorito para receber a quinta taça depois do título europeu do Real Madrid no evento de gala que ocorrerá dia 23 de outubro, em Londres – outra mudança, já que a premiação acontecia em janeiro, na Suíça, país onde está a Fifa.

A Fifa entrega o prêmio de melhor jogador do mundo desde 1991. Em 2010, passou a realizar uma premiação conjunta com a conceituada revista “France Football”, que desde 1956 decidia qual o melhor jogador do planeta (sempre alguém que atuava na Europa, na verdade) entregando a bola de ouro.

De 2010 a 2015, o prêmio da Fifa se chamou “Fifa Bola de Ouro”, mas em 2016 a entidade voltou à organização solo e o rebatizou de “Prêmio Fifa dos Melhores do Futebol”. A votação passou a ser dividida em quatro grupos, com pesos iguais: os capitães e técnicos das seleções, jornalistas e público em geral, via internet.

A votação se mantém assim agora, mas especialistas da Fifa vão elaborar uma lista prévia de 23 nomes, e daí que se poderá votar de 21 de agosto a 7 de setembro, informou a Fifa semana passada a seus filados. Os três mais votados, extraídos da lista inicial de 23, participam da festa de gala.

Para a escolha da melhor jogadora, e dos melhores treinadores homem e mulher, será feita uma lista com dez nomes, da qual sairão os três com maior votação para estarem presentes na premiação para cada categoria.

Em janeiro de 2017, receberam os prêmios pela temporada 2016 Cristiano Ronaldo (Real Madrid) como melhor jogador, a americana Carli Lloyd (Houston Dash), o técnico Claudio Ranieri (Leicester) e a técnica Silvia Neid (Alemanha). O argentino Lionel Messi, com cinco troféus da Fifa, é o maior vencedor até o momento.


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