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Desejo do Palmeiras: avança projeto de uso do VAR no Paulistão-2019
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Marcel Rizzo

Até o fim de setembro a Federação Paulista de Futebol vai enviar aos clubes o projeto de uso de arbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês) na primeira divisão estadual em 2019. A avaliação inicial da tecnologia, que tem membros da entidade acompanhando o uso na Copa da Rússia, é positiva.

Há consenso de que, caso aprovado, será preciso treino intensivo aos árbitros que forem usar os equipamentos, principalmente par evitar demora demais nas avaliações de lances. A questão custo também será decisiva para a aprovação dos clubes — não se sabe ainda quem pagaria (no Brasileiro, a CBF avisou que os times teriam que arcar com cerca de R$ 500 mil cada somente para o 2º turno da competição, e foi reprovado).

Também é preciso avaliar se alguns estádios do interior teriam condições físicas de receber câmeras e todo o aparato tecnológico, por isso não é descartado que, no primeiro ano, se aprovado pelos clubes, o VAR só seja usado nas fases finais da competição.

Na segunda (25), o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, o vice, Fernando Solleiro e Mauro Silva, campeão do mundo em 1994 que é diretor da entidade, e quem trabalha com a comissão de arbitragem a implantação do VAR no Campeonato Paulista, visitaram o centro de operações do árbitro de vídeo em Moscou — todos os profissionais que analisam as imagens dos jogos da Copa ficam nessa sala, no IBC, centro de transmissão do mundial e a comunicação com os árbitros de campo é feita por meio de rádios.

O VAR agrada a alguns clubes, como o Palmeiras, que oficialmente solicitou à FPF o uso da tecnologia no Paulistão de 2019 depois do polêmico pênalti marcado, e depois desmarcado, em cima de Dudu na final do Campeonato Paulista contra o Corinthians. O clube acusa ter havido auxílio externo, quando alguém que não do quinteto da arbitragem possa ter avisado que a falta não foi cometida. A FPF nega qualquer comunicação extracampo.

Carneiro Bastos, que se tornou oposição dentro da CBF ao tentar a candidatura a presidente da confederação brasileira para concorrer com Rogério Caboclo, o indicado pelo ex-chefe Marco Polo Del Nero, não aceitou viajar à Rússia bancado pela CBF, como a cartolagem de todas as outras federações estaduais — que acompanharam os dois primeiros jogos do Brasil, e verão nesta quarta o terceiro e último da primeira fase, contra a Sérvia, em Moscou.


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