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Fifa ignora sugestão de Parreira e mantém limite a veteranos em Tóquio-2020

Marcel Rizzo

27/12/2017 04h00

Assinado por Carlos Alberto Parreira, técnico campeão do mundo em 1994 com a seleção brasileira, e pelo nigeriano Sunday Oliseh, medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996, o relatório técnico da Fifa para o futebol masculino da Olimpíada Rio-2016 sugeria o aumento de 18 para 20 de jogadores inscritos na competição, e que um desses fosse veterano, o que subiria de três para quatro o número de atletas acima dos 23 anos no torneio.

A cúpula da Fifa, porém, ignorou as sugestões e manterá para os Jogos de Tóquio-2020 o limite de três jogadores com mais de 23 anos no torneio masculino de futebol. A entidade enviou no dia 15 de dezembro a todas as confederações filiadas documento com detalhes técnicos para a competição, que será disputada de 24 de julho a 9 de agosto de 2020.

No relatório, como mostrou o blog em novembro do ano passado, Parreira e Oliseh escreveram que "58 partidas em 18 dias de torneio [olímpico] é muito apertado, e exige muito dos jogadores e jogadoras. Por isso, sugerimos que se concedam mais dias de descanso entre as partidas, ou que se aumente o número de inscritos, por exemplo de 18 para 20 jogadores, e que um desses seja acima dos 23 anos". Segundo eles, os elencos enxutos e o tempo raro para folgas aumentava o risco de lesões e diminuía a qualidade técnica dos confrontos.

O aumento do número de jogadores mais velhos no torneio era uma reivindicação antiga de alguns membros da Fifa que viam o torneio olímpico de futebol algo "chato", e que precisava ser remodelado. O próprio presidente da entidade, Gianni Infantino, disse em uma entrevista pós-Rio-2016 que era preciso modificar algo no formato do futebol masculino para torná-lo mais atrativo. Nada disso será feito, porém.

E por quê? Com relação as datas, o calendário olímpico é curto e não será modificado principalmente por uma campanha de corte de custos nos Jogos, incentivada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional). Aumentar o número de veteranos esbarra, por sua vez, na disposição dos clubes em liberarem seus principais atletas. A Olimpíada não faz parte do calendário Fifa, portanto os times não são obrigados a ceder seus jogadores às seleções.

A Fifa ainda analisa, apurou o blog, aumentar para 20 o número de inscritos, mas mantendo apenas três acima dos 23 anos. Isso será discutido em novas reuniões e será definido ainda em 2018.

O formato da competição foi mantido em 16 seleções para os homens (12 para as mulheres), e duas seleções da América do Sul se classificarão para a competição masculina — a Fifa acabou com a repescagem em seu classificatório para a Olimpíada e as vagas da Conmebol devem ser definidas via Sul-Americano sub-20, em janeiro de 2019, no Chile.

O Brasil é o atual campeão olímpico, batendo na final a Alemanha na decisão da Rio-2016, no Maracanã.

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Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

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Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.


Marcel Rizzo