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CBF encerra outro contrato e acaba 2019 com 9 patrocinadores para a seleção

Marcel Rizzo

17/12/2019 10h15

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) vai terminar 2019 com nove patrocinadores para a seleção brasileira de futebol. Em meados de novembro o contrato com a English Live, especializada em ensino de inglês online, terminou e não houve renovação. Segundo a CBF foi opção estratégia da empresa não prorrogar o acordo, que existia desde o início da década, primeiro como apoiador e depois como patrocinador.

O blog mostrou no mês passado que a confederação rompeu com a Ultrafarma, do ramo de comércio de medicamentos, porque segundo a CBF não estava recebendo. Nos amistosos da seleção de novembro, contra Argentina e Coreia do Sul, a marca da Ultrafarma já havia sido retirada dos painéis que são usados durante as entrevistas e dos uniformes dos jogadores.

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O contrato com a Ultrafarma foi simbólico para a CBF por ter sido fechado em julho de 2015, menos de dois meses depois de estourar o escândalo de corrupção no futebol que levou à cadeia José Maria Marin, então vice-presidente da entidade. Marco Polo Del Nero, presidente à época, acabou banido do futebol pela Fifa em 2018 pelas mesmas acusações de recebimento de propina de empresas de marketing esportivo. Ambos negam os delitos.

Em 2015 a CBF fechou o ano com 13 patrocinadores para a seleção, mas em fevereiro de 2016 já havia perdido dois — Sadia e Gillette. Desde então, a entidade trabalha com número que varia de 11 a nove parceiros. Em 2019, apesar dos fins dos acordos com Ultrafarma e English Live, a entidade assinou contrato com a montadora Fiat  e com a Semp TCL, de eletroeletrônicos.

A rescisão entre CBF e Ultrafarma provavelmente terminará com processo judicial, mais um da entidade com empresas que a patrocinaram nos últimos anos. Acordos com pelo menos outras quatro companhias acabaram nos tribunais, em ações abertas pela confederação ou pelos ex-parceiros: Unimed, P&G (da marca Gillette), Sadia e Samsung.

Já sem contar a English Live, os nove patrocinadores atuais da CBF são Nike (seu principal parceiro há anos e que desembolsa a maior quantia anualmente), Itaú, Vivo, Ambev (com a marca Guaraná Antartica), Mastercard, GOL, Cimed, Semp TCL e Fiat.

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Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

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