Blog do Marcel Rizzo

Mesmo criticada, final única da Libertadores tem garantia ao menos até 2022

Marcel Rizzo

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) quer testar por alguns anos o conceito de final única em suas competições. As críticas que o formato tem recebido principalmente de torcedores não farão, por exemplo, a entidade retomar a decisão em partidas ida e volta nos territórios dos finalistas já em 2020, caso a primeira experiência em sede predefinida fracasse tecnicamente e comercialmente em 2019.

A empresa que detém os direitos comerciais das competições sul-americanas, a FC Diez Media (criada por Perform e IMG, que podem buscar parceiros para os torneios na América do Sul) pretende fechar acordos de patrocínio de, ao menos, quatro anos para as finais únicas, apurou o blog. O formato estaria assegurado, portanto, ao menos até 2022.

''Essa decisão [final única] foi tomada após vários estudos realizados por profissionais de mercado, todos muito capacitados. Entendemos nesse momento, depois de todos os estudos e análises que realizamos, que a final única é o melhor caminho, o que não quer dizer que isso seja o melhor eternamente. Por outro lado dizer em um ano que o conceito não é adequado, não creio que seja o tempo suficiente para tal'', disse ao blog Frederico Nantes, diretor das competições de clubes da Conmebol.

As finais em um único jogo para a Sul-Americana e, principalmente, para a Libertadores geraram críticas devido a possíveis dificuldades de deslocamento para os torcedores. Diferentemente da Europa, que tem decisões há anos em partidas únicas de seus torneios continentais de clubes, na América do Sul os trajetos precisam ser feitos de avião, não de trem, o que encarece as viagens.

A Conmebol não aposta em estádios vazios e acredita que comercialmente será um sucesso. A primeira final única da Libertadores será em 29 de novembro de 2019, em Santiago, no Chile, e da Sul-Americana em 9 de novembro, em Lima, no Peru – em 2018, o formato ainda será o ida e volta na casa dos finalistas. Como revelou o blog na quinta (15), a entidade ajustou seu calendário, também com viés comercial, e no ano que vem a Libertadores terminará depois da Sul-Americana, diferentemente dos últimos anos (inclusive de 2018).

Há um projeto de que as finais da Sul-Americana e da Libertadores possam ocorrer em datas mais próximas, como na mesma semana (um jogo quarta, outro sábado), com possibilidade até de serem realizadas no mesmo país. São Paulo, com boas opções de mais de um estádio, é uma cidade que pode receber as decisões nesse formato, mas só em 2021 – em 2020 três capitais disputam ter as finais únicas (Montevidéu, Quito e Bogotá).