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Futebol feminino: Brasil tem menos jogadoras que países amadores, diz Fifa

Marcel Rizzo

31/08/2019 04h00

O Brasil tem menos jogadoras de futebol do que países que estão bem abaixo no ranking Fifa ou que jamais participaram de uma Copa do Mundo. Os números estão em um relatório produzido pela Fifa, com base em informações enviadas pelas confederações filiadas, que fez um raio-x da estrutura do futebol feminino pelo mundo. Pelo dados, finalizados em julho, a CBF tem 2.974 atletas registradas, o que coloca o país apenas como o quinto em número de jogadoras profissionais na América do Sul, atrás de Argentina, Venezuela, Peru e Colômbia. Venezuelanas e peruanas, por exemplo, jamais disputaram um Mundial, organizado pela Fifa desde 1991 (o Brasil esteve em todos).

Segundo o relatório, o Brasil tem 15 mil mulheres praticando o futebol no país de alguma forma organizada (nessa conta entram jogadoras adultas e juvenis, e torneios não oficiais). Quando se coloca na peneira, o número cai para 2.974 profissionais e 475 de base. Os números são inferiores a países que têm estrutura de futebol bem inferior, como a África do Sul, com 34.784 profissionais e 48.180 juvenis, e outros que vivem no amadorismo, como Papua -Nova Guiné, com 5 mil profissionais e 3.800 na base. Enquanto o Brasil aparece em 10º no ranking Fifa, a seleção africana é a 49ª e a da Oceania a 50ª.

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A Fifa enviou 50 perguntas a suas 211 associações filiadas, com perguntas sobre estrutura do futebol feminino. 198 responderam, o que a entidade considerou um sucesso. Entre as perguntas, por exemplo, estava quantas técnicas e árbitras cada entidade tinha sob registro. O número apresentado para o Brasil foi de 15 treinadoras, num universo de 1.368 profissionais da área (pouco mais de 1% são mulheres, portanto) e de 94 árbitras, de um total de 566 profissionais (17% mulheres).

Perguntou-se também quantos membros fazem parte do conselho da entidade e se há mulheres (a CBF respondeu que são nove, com zero mulher), se há departamento de futebol feminino na entidade (sim para o Brasil) ou um comitê exclusivo para a categoria (não pra o Brasil). Países com estrutura muito menor que a brasileira, como a Ilhas Virgens Britânicas, apresentaram dados com mulheres em seu conselho ou um comitê especial para o feminino.

A ideia da Fifa, com esses dados, é preparar programas de desenvolvimento específicos para cada região. Somente nove países, por exemplo, têm mais de 100 mil jogadoras registradas — EUA (com incríveis 1,6 milhão), Canadá, Inglaterra, Suécia, Noruega, Alemanha, Holanda, França e Austrália. No total, o relatório apontou mais de 9 milhões de jogadoras profissionais pelo mundo, 63 mil treinadoras e 80 mil árbitras.

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Sobre o Blog

Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.

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