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Fifa estipula datas e planeja formato de Super Mundial que terá o Flamengo

Marcel Rizzo

05/12/2019 04h00

A Fifa incluiu em seu calendário as datas do Mundial de Clubes de 2021, que será na China. Se nada mudar o torneio, que terá o Flamengo e será turbinado com 24 equipes, terá 18 dias, entre 17 de junho e 4 de julho. O formato da competição está em discussão para se encaixar no período de pouco menos de três semanas.

É provável que os 24 times se dividam em oito grupos de três e o campeão de cada chave se classifique para as quartas de final, a partir daí se enfrentando em partidas eliminatórias até a final. Cada equipe, portanto, jogaria ao menos duas vezes e o campeão entraria em campo em cinco jogos. No Mundial atual que ainda será disputado em 2019 e 2020 no Qatar com sete participantes (o campeão de cada confederação, mais um representantes do país-sede), os times europeus e sul-americanos, que já entram na semifinal, atuam duas vezes apenas para levar a taça.

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A Fifa deve anunciar nos próximos meses o formato definitivo, mas o de oito grupos é o mais provável. A Europa terá oito vagas, a princípio os vencedores da Liga dos Campeões e da Liga Europa entre as temporadas 2017/2018 e 2020/2021. Desta maneira quatro times já estariam dentro: Real Madrid, Liverpool, Chelsea e Atlético de Madri. A América do Sul terá, a princípio, seis vagas e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) quebra a cabeça para definir as regras de como fará as indicações.

É certo que o Flamengo, campeão da Libertadores de 2019, estará dentro. Os dirigentes cariocas já ouviram da cúpula da Conmebol que serão indicados. O Independiente Del Valle, campeão da Copa Sul-Americana de 2019, também ouviu o mesmo relato, que serão indicados. Inclusive depois do jogo em que venceram o Colón na final única da competição, em Assunção, o telão do estádio parabenizou os equatorianos pela vaga. Quem cuida das informações do telão é a Conmebol.

Duas outras vagas serão, portanto, dos campeões da Libertadores e da Sul-Americana de 2020. As duas que sobrariam é o que complica a Conmebol: a entidade já pensou em criar um novo torneio, também para aumentar a receita, uma Supercopa dos campeões da Libertadores que definiria essas vagas, mas tanto CBF (Confederação Brasileira de Futebol) quanto a AFA (Associação de Futebol da Argentina) se mostraram contra por causa de calendário.

Há possibilidade dos vices da Libertadores de 2019 e 2020 serem indicados, principalmente depois que o River Plate ficou com a segunda posição no torneio este ano. O time argentino tem força nos bastidores da Conmebol com a ótima relação de Alejandro Dominguez, presidente da confederação sul-americana, e Rodolfo D'Onofrio, o chefão do River.

As demais vagas no Mundial serão três de clubes africanos, três de asiáticos, três da Concacaf (Confederação das Américas do Norte, Central e Caribe) e o vencedor do confronto entre o indicado pela China, país-sede, e o campeão da Oceania. Esta confederação, entretanto, quer uma classificação direta.

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Sobre o Blog

Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.

Marcel Rizzo