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Novo Mundial da Fifa que pode ter Flamengo deve pagar R$ 120 mi em prêmios

Marcel Rizzo

24/10/2019 10h40

O Conselho da Fifa confirmou nesta quinta (24) que o novo Mundial de Clubes inchado com 24 participantes terá sua primeira edição, em 2021, realizada na China, como todos já sabiam. Na reunião, em Shangai, foi dito pela cúpula da entidade que valores ainda são discutidos, mas que a projeção é que o campeão fature algo na casa dos US$ 30 milhões (R$ 120 milhões). Flamengo ou River Plate, quem vencer a final única da Libertadores-2019 no dia 23 de novembro, em Santiago, deve ser um dos indicados da América do Sul.

É uma quantia alta se comparado, por exemplo, aos US$ 5 milhões (R$ 20 milhões) que a Fifa paga atualmente ao campeão do Mundial de Clubes no formato atual, com 7 concorrentes e que terá as duas últimas edições, em 2019 e 2020, disputadas no Qatar — a partir de 2021 será somente a nova competição, a cada quatro anos e ocupando espaço no calendário da finada Copa das Confederações de seleções, que não dava lucro para a Fifa.

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Pagar bem aos clubes participantes, principalmente ao campeão, é a estratégia da Fifa desde o início do projeto para amenizar a má vontade dos europeus com esse novo Mundial. Para a Uefa (União Europeia de Futebol) incha um calendário que já é complicado e também cria um torneio que, de certa forma, rivaliza com sua galinha de ovos de ouro, a Liga dos Campeões.

Oito europeus, os últimos quatro campeões da Champions e os últimos quatro campeões da Liga Europa (entre 2018 e 2021), devem estar na China entre junho e julho de 2021 para jogar o Mundial. Real Madrid e Liverpool, que levaram a Liga dos Campeões em 2018 e 2019, respectivamente, e Atlético de Madri e Chelsea, vencedores da Liga Europa nesses dois anos, já estariam classificados ao torneio, segundo previsão da Fifa. A Uefa, porém, é quem irá confirmar seu sistema de classificação nos próximos meses.

Na América do Sul, que terá seis vagas, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) jogou na mesa uma proposta que fez a CBF torcer o nariz: classificar os campeões da Libertadores e da Sul-Americana de 2019 e 2020, até aí tudo bem, mas recriar a Supercopa dos campeões da Libertadores, que teria 25 participantes. As duas vagas restantes sairiam desse torneio, a ser realizado entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021. A CBF não gostou por causa de calendário, já que cairia bem nas férias e pré-temporada dos clubes brasileiros.

Não há data para a confirmação dos valores que serão pagos pelo Mundial e do formato de classificação de cada continente. O Mundial de Clubes deve ser realizado de 17 de junho a 4 de julho de 2021 — também não se sabe, ainda, quantos e quais estádios na China serão usados.

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

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Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.

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