Topo

Histórico

Categorias

Flamengo x River: patrocinadores seguram final da Libertadores em Santiago

Marcel Rizzo

28/10/2019 11h00

Apesar dos protestos no Chile que paralisam o país, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) garante que a final única da Libertadores entre Flamengo e River Plate (ARG) será dia 23 de novembro na capital Santiago. A confederação não trabalha com plano B por enquanto e o principal motivo são seus patrocinadores. Nove empresas terão sua marca vinculada ao jogo e muitas já ativaram projetos diretamente ligados ao Chile e a Santiago — uma mudança de sede geraria prejuízo a esses parceiros.

Dois dos patrocinadores atuaram juntos, por exemplo, na venda de ingressos. O Banco Santander e a Mastercard, de cartões de crédito, negociaram exclusivamente a seus clientes o primeiro lote para a final, entre 30 de agosto e 6 de setembro. Estima-se que ao menos 2 mil bilhetes foram vendidos a clientes com cartão Mastercard emitidos pelo Santander do Chile. Ou seja, são residentes chilenos que teriam dificuldade de se deslocar para ver a partida em outro país.

LEIA MAIS:

Opinião: Conmebol deveria pensar em plano B para a final da Libertadores

Flamengo pode faturar R$ 100 milhões em premiações por títulos em 2019

Conmebol projetou retomar Supercopa com vaga no Mundial para faturar R$ 40 mi

A Qatar Airways, empresa aérea, já tem programado ativações com parceiros que operam voos de e para Santiago em novembro e Betfair.net, Gatorade e Rexona já têm agendado eventos na capital chilena. A Conmebol pretende que a semana que antecede a partida, entre 18 e 23, seja de participação dos dois clubes em alguns eventos na capital chilena — eles devem já treinar na cidade com a marca dos patrocinadores da entidade.

Mudar de sede seria desastroso financeiramente para a Conmebol — o prejuízo seria na casa dos milhões de dólares. Por isso, dentro da entidade o lema é torcer para que a situação no Chile pacifique nos próximos dias. Na semana passada, a entidade cancelou a Copa América de futsal de seleções, que seria jogada na cidade de Los Ángeles, a 515 km de Santiago, de pouco mais de 120 mil habitantes que não foi tão afetada pelos protestos. Mesmo assim se decidiu pela segurança dos participantes e, claro, o prejuízo de uma alteração de sede nesse caso não se compara ao da Libertadores. A Conmebol ainda não informou onde e quando se jogará a Copa América.

A cartolagem aposta que possa se repetir o que ocorreu na Libertadores feminina, que é disputada em sede única. O Equador, casa da edição 2019, viveu momentos turbulentos no início de outubro, também com protestos em várias cidades do país. A confederação chegou a desmarcar a reunião de seu Conselho em Quito, a mudando para Assunção, mas manteve os jogos da competição feminina também porque havia alguns patrocinadores já envolvidos. Apesar de alguma dificuldade de locomoção das equipes e adiamento de uma das rodadas, nada de mais grave aconteceu.

As nove marcas que patrocinam a Libertadores são Qatar Airways, Amstel, Betfair.net, Bridgestone, Gatorade, Mastercard, Rexona, Santander e Tag Heuer.

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Sobre o Blog

Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.

Blog do Marcel Rizzo