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Técnico brasileiro precisará de licença para trabalhar na Libertadores-2020

Marcel Rizzo

12/09/2019 04h00

Os técnicos dos times brasileiros que estiverem nas Copas Libertadores e Sul-Americana em 2020 precisarão ter a licença mais alta emitida pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) para ficarem no banco de reservas. O comunicado da entidade gerou dúvida entre os profissionais que já têm documento semelhante pela CBF para trabalharem nos torneios organizados no Brasil. A licença nacional servirá, informaram as entidades ao blog, mas cada treinador terá que protocolar documentação na Conmebol para tirar a licença Pro sul-americana.

A exigência já em 2020 gerou surpresa porque era esperado que só fosse solicitada em 2021. A Conmebol, no comunicado, informou que deu três anos de adaptação após a implementação de seu Regulamento de Licenças, que exige o certificado para os treinadores. Uma lista de 28 nomes que já têm o diploma de treinadores da entidade foi divulgada pela Conmebol e não há brasileiros. A maioria pertence à AFA (Associação Argentina de Futebol) — o argentino Jorge Sampaoli, que comanda o Santos, aparece.

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A obrigatoriedade de certificado para treinadores está no Regulamento de Licença dos Clubes da Conmebol. Diz o item D.05, que trata de critérios desportivos para os times disputarem os torneios sul-americanos: "o treinador principal deve estar em posse da licença de treinador do nível mais alto que se pode obter na Conmebol ou de qualquer diploma estrangeiro equivalente à licença e que seja reconhecido pela Conmebol". O nível mais alto de licença da Conmebol é o Pro, mesmo nome que a CBF dá a sua maior licença.

A Conmebol deixa claro no comunicado que treinador que não tiver sua licença não poderá estar no banco na Libertadores, Sul-Americana e na Recopa: "em 2020 em todas as competições da Conmebol será exigido que o treinador conte com a licença Pro da Conmebol para dirigir a equipe".

Segundo CBF e Conmebol foi acordado que a licença Pro da CBF valerá, então os treinadores não terão, por exemplo, que participar de qualquer curso exclusivo da entidade sul-americana. Mas haverá uma burocracia nesse meio do caminho, sendo necessário enviar documentação comprovando ter a licença Pro da CBF para que o documento continental seja emitido.

No começo de 2019, dois técnicos não tinham a licença Pro ou A da CBF para poderem trabalhar no Campeonato Brasileiro. O santista Jorge Sampaoli teve a sua da AFA homologada e aceita pela CBF e o são-paulino Cuca, que não pôde realizar os cursos por questões de saúde, também retirou a sua.

Sobre o Autor

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

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Notícias dos bastidores do esporte, mas também perfis, entrevistas e personagens com histórias a contar.

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